Mães solteiras – Redação do Momento Espírita 5/5 (1)

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É um fenômeno mundial.
No planeta inteiro, há milhares de anos, mulheres encaram a maternidade sozinhas.

Hoje até se tornou moda: mulheres independentes e financeiramente estáveis optam por criar os filhos sozinhas.

Mas, na maior parte das ocasiões, a maternidade solitária não é fruto de uma escolha.

Sim, ser mãe solteira é também amargar o abandono, a confiança traída.
É encarar o futuro assustada, muitas vezes sem sequer ter saído da adolescência.

Como se sabe, na adolescência e na juventude, tudo parece ser maior, mais intenso e mais profundo do que realmente é.

Por isso, os mais jovens se apaixonam e imaginam que vão morrer de amor.
Quando rompem um namoro, acreditam que jamais encontrarão alguém melhor.
E as brigas familiares assumem proporções de tragédia.

Tudo isso é preciso ter em mente quando se analisa a questão das mães solteiras, da gravidez na adolescência e das crises que envolvem tais situações.

É óbvio que uma gestação na adolescência não é a situação ideal.
Ela atrasa estudos, interrompe sonhos e planos, gera momentos de desconforto.

Mas o que fazer diante do fato concreto? E quando uma filha revela que está grávida, que atitude tomar?

Diante de uma gravidez, os pais entram em pânico e as filhas se desesperam ou se revoltam.
Instala-se o caos.

É bem humano e natural que seja assim.
É que criamos expectativas a respeito dos outros.

Os pais esperam que as filhas cursem uma Universidade, consigam um bom emprego, namorem, casem-se e constituam uma linda e harmoniosa família.

Por sua vez, as filhas também traçam planos que, às vezes, até coincidem com o dos pais.
Mas elas também desejam ser felizes, conseguir independência, ter um lar para chamar de seu, com algum conforto e muita alegria.

São projetos.
Mas a vida tem surpresas pelas curvas do caminho.
E a mais comum situação é ver os sonhos desaparecerem como bolhas de sabão.

E nessas ocasiões vem a pergunta: Como agir? Como ser solidário e bom com a filha grávida, sem deixar de chamá-la à responsabilidade própria?

As respostas a essas questões envolvem duas palavras: amor e sabedoria.
Amor para compreender que a filha atravessa um momento delicado.

Muitas vezes foi abandonada, está sem chão, sem suporte.
Desnorteada, não consegue ver o futuro.
Pensa apenas na gravidade da situação, nos momentos próximos em que terá nos braços um filho.

E ela mesma é pouco mais que uma criança.
.
.

Para os pais, a hora é igualmente difícil.
Abalados, decepcionados, choram e brigam, externando a dor interna.
Mas são mais maduros.

É a hora de ganharem forças para amparar a filha necessitada.

E ajudar a filha mãe solteira não é assumir as responsabilidades dela nem a educação do neto.

Auxílio, nesse caso, é orientação, apoio psicológico e material, estímulo a continuar os estudos, cuidar do próprio filho e seguir em frente.

Por vezes, fazemos tempestade em copo d´água.
Ao contrário do que muita gente pensa, é possível ter filhos, estudar, trabalhar e concretizar todos os sonhos.

É lógico que tudo será mais trabalhoso e difícil, mas não é impossível.
A dificuldade é consequência da invigilância.

Para isso, basta que alguém – pais, namorado, irmão, amigo, parente – faça uma pequena corrente de solidariedade e dê apoio.

Não se trata de assumir o papel da mãe nem suas obrigações.
Isso jamais.
Trata-se de pequenos gestos que farão toda a diferença no futuro.

Pense nisso!

Redação do Momento Espírita.

Disponível no CD Momento Espírita, v.
18 e

no livro Momento Espírita, v.
8, ed.
FEP.

Em 10.
5.
2023.

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